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A maioria dos coleguinhas que comentam a favor das cotas não tiveram a experiência de lidar com estes colegas em ambiente puramente acadêmico. Na minha cidade, há um número absurdo de cotas para alunos do interior do estado em uma determinada Universidade Estadual. Há polos no interior com menos de 50.000 habitantes que são agraciados com 5 vagas para Medicina. Cria-se uma relação candidato-vaga virtualmente diminuída, assim como uma média necessária para aprovação muito mais baixa. O resultado é que o Chiquinho do interior entra na faculdade com 50% da pontuação do burguesinho tão criticado. Dentro da faculdade, os professores não irão reprovar o Chiquinho até ele ser jubilado. O que eles farão é facilitar para que o Chiquinho passe, prejudicando o ensino do burguesinho. No fim das contas, o desempenho acadêmico do Chiquinho e do burguesinho será muito semelhante, mas os dois serão médicos medíocres. Aqui, nós temos uma experiência de 10 anos com cotas e eu garanto a vocês que todos saem prejudicados. Em especial a população atendida. Antes que alguém diga, claro que existem alunos bons nesta Universidade, mas o mérito próprio não pode ser envolvido nesta discussão, pois gera vieses de entendimento. Ah, aqui também tem uma Universidade particular que cobra mais de 6.000,00 dilmas de mensalidade, onde a mediocridade impera acima de todas as coisas e profissionais anencéfalos são formados diariamente. Prepare-se para o futuro, Manaus.
Passei em federal,mas hoje tenho pro-uni em particular mais perto de casa,não vejo diferença entre o aprendizado de alunos que não tiveram cotas e os que entraram por cotas,pra ser sincero os de pro-uni e cotas são até mais esforçados,pois nunca tiveram papai pra pagar boas escolas e dar comidinha na boca,mas mesmo assim chegaram no mesmo lugar por méritos próprios. Falem mal das cotas,mas não me venham flar que todos começam no mesmo lugar,a desigualdade começa no nascimento,ou melhor na concepção.
Cotas para jogadores de basquete baixinhos!
Cotas para jogadores de futebol pernas-de-pau!
Cotas para top models feias!
Cotas para salva-vidas que não sabem nadar!
Cotas para pilotos de avião cegos!
Cotas para cirurgiões sem mãos!
Vamos lá gente!!!
quer um exemplo de como isso vai nivelar o nível das federais lá em baixo? Na UFMS ( federal de mato grosso do sul) a média foi para 5 com a adoção do REUNI, que obrigou as faculdades a criarem mais vagas sem ter a infraestrutura suficiente a troco de mais verbas.
Na real, RIDÍCULO nunca mais vi alguém precisando de alguma prova extra ou ficando de DP e nem precisa se esforça muito não só precisa estudar as matérias pela metade que vc passa.
E a cogitação de que com a adoção das cotas reveja novamente a média, quem sabe para 3 ou 4, ou melhor que tal proibirem as federais de reprovar! pronto resolvemos o racismo no Brasil ^^b
quer um exemplo de como isso vai nivelar o nível das federais lá em baixo? Na UFMS ( federal de mato grosso do sul) a média foi para 5 com a adoção do REUNI, que obrigou as faculdades a criarem mais vagas sem ter a infraestrutura suficiente a troco de mais verbas.
Na real, RIDÍCULO nunca mais vi alguém precisando de alguma prova extra ou ficando de DP e nem precisa se esforça muito não, só precisa estudar as matérias pela metade que vc passa.
E a cogitação de que com a adoção das cotas reveja novamente a média, quem sabe para 3 ou 4, ou melhor que tal proibirem as federais de reprovar! pronto resolvemos o racismo no Brasil ^^b
A generalização é um problema monstruoso. Vocês realmente acreditam que um aluno que passe -mesmo que por cotas- em medicina em uma Universidade Federal virá a falar “cum nóis”? Sim, o governo tomou uma medida ineficaz para – como diz minha mãe – tapar o sol com a peneira. Mas a culpa não é do cotista. Crianças da classe baixa – os pobres MISERÁVEIS que passam por cotas – também têm sonhos de se tornar médico e poder, assim, salvar VIDAS. O sistema não ajuda os menos favorecidos e quando o faz, acaba construindo uma barreira maior de preconceitos em torno do assunto. As opiniões de esquerda e direita NUNCA chegarão a um senso comum. Existem alunos aplicados no sistema cotista, assim como existem os alunos elitizados que fazem 10 anos de cursinho para passar em uma Univ. Federal. Achei a tirinha de péssimo gosto, mas isso não ofusca o brilho e imagem que tenho deste blog. P.s: Gosto muito do seu trabalho.
Ora meu caro, pega os aplicados cotistas e coloca pra disputar fora da cota… os que merecerem poderam usar toda sua aplicação na universidade sem precisar do empurraozinho
Um aluno de escola pública dificilmente conseguirá concorrer em um mesmo nível com um aluno de escola particular. Fatos são fatos. Uma pequena parcela se sobressai e seria desgastante ficar discutindo o fato com uma pessoa que provavelmente concluiu o ensino fundamental e médio em uma escola particular. Vivemos em um país em desenvolvimento, que “empurra” a educação com a barriga. Sou a favor das cotas sociais, embora não possa dizer o mesmo sobre as cotas raciais; Eu seria extremamente contra as cotas – sejam elas sociais ou raciais – se o base educacional fosse transferida a todos de forma homogênea. Acho injusta a visão da elite que julga e descrimina os cotistas. Pense que nem todos têm condições suficientes para estudar em uma escola particular ou estudar em cursinhos de pré-vestibular; a renda é distribuída de forma desigual e enquanto um pai da classe A sustenta seu filho com uma renda de 20 salários, tem pais que sobrevivem com 1 ou 2 salários, e não me venha com o: Mas isso não justifica! – Sim, justifica. Enquanto crianças ricas estudam com seus 14 anos, crianças pobres trabalham como homens adultos para ajudar na renda familiar. Enfim, acho justa a exposição de ideias e ideais, porém sou extremamente contra a generalização de quaisquer classe.
É extremamente contra generalização, mas soltou a pérola “(…) seria desgastante ficar discutindo o fato com uma pessoa que provavelmente concluiu o ensino fundamental e médio em uma escola particular.” Parece veridico!
Eu estudei em ensino público toda vida, estudo em ensino superior público atualmente e não fiz cursinho pré-vestibular. Com 14, como você disse que algumas crianças pobres fazem, eu já pagava o aluguel de casa pra ajudar minha mãe que era solteira e desempregada. Será que eu seria digno de você se desgastar um pouco pra discutir “fatos”?
Sabia que isso ia gerar uma discussão monstra. Mas quer saber? É a verdade. Doa a quem doer. Comecei minha luta com Medicina aos 16 anos e hoje com 30 ainda não terminou, assim como com a maioria dos meus colegas. O que vejo acontecer nesse governo Dilma é escandalosamente injusto.
Conto em meus dedos pessoas peitudas como Solon. Lembra a mim mesma, se ferra mas enfrenta.
Tirinha brilhante, é uma pena que algumas pessoas realmente defendam tamanho absurdo no sistema educacional. Estou estudando todos os dias durante período integral para conseguir vaga em uma universidade pública, enquanto um cotista quer simplesmente uma vaga indo pra escola e sem nenhum esforço adicional. O que os cotistas esquecem é que há muito esforço mesmo por quem vem de escola particular: os playboyzinhos que não querem saber da vida e só gastam dinheirinho de papai e mamãe não vão para as escolas públicas mas sim as particulares, sustentar vossas cotas lá também.
Conheço gente que estudou a vida inteira na escola pública e é muito mais inteligente do que eu, passou com facilidade na USP e tá lá até hoje, sem necessidade de cota nenhuma.
Será que as cotas são mesmo necessárias ou é só mais gente querendo tudo na mão?
Aliás, o governo é reflexo da população. Não é no ouvido daqueles que estudaram muito pra entrar em uma universidade boa que vocês tem que chorar por ser contra as cotas, é pro governo lá na hora de votar e de cobrar. Espera, quem aqui cobra, né? Reclamar pros “burgueses” todo mundo quer, exigir do governo ninguém tá afim.
Queria te dar os parabens pela coragem de ser “politicamente incorreto” e demonstrar tua opinião. Coisa rara.
A propósito, também não acredito no sistema de cotas. Abs.
“Cum Nóis”????? É assim que cotistas falam!???
Seu BABACA preconceituoso!!!
NUnca mais leio esse blog, vá se informar primeiro sobre cotas antes de falar besteira. Seu burgues de merda! PRECONCEITO EMBUTIDO!
_I_
cara… cuidado Solon… eles estão ligando o capslock e estão escrevendo frases inteiras em letras maiúsculas. huaheahaehauehueueueueauaheauheuheahueahueahueahe
De boa, na minha outra postagem, que nao está aqui, eu só comentei um caso que aconteceu com um amigo meu. Afrodescendente, estudante de escola pública, o alvo perfeito para ser cotista. E foi o melhora turma de Engenharia Eletronica, na data de formatura. E, na boa, o cara realmente é muito bom. Se uma pessoa entra sabendo menos na faculdade, não quer dizer que ela vai sair de lá sabendo menos também.
É bem verdade que eu sou contra esse sistema de cotas. Também fui criado em ensino público, sou de família pobre, e passei no vestibular de uma Universidade Federal em quarto lugar, sem fazer vestibulinho. Mas é verdade também que eu tive que correr atrás, estudando por conta própria, uma vez que hoje o ensino público está totalmente falido. E aí, nesse caso, existem pessoas que não tem acesso a estudo, assim como eu tive sorte de ter. Essas pessoas são portanto indignas de terem uma chance? Até acho que, nesse ponto, o sistema de cotas até tem um certo sentido, desde que a parcela de vagas fosse menor do que os mínimos 30% de hoje. Colocaria gente do setor público disputando vaga com gente do setor público.
Mas, todo esse texto para dizer que, na prática, no setor público existem aqueles que se sobressaem sme precisar dessa ajuda, como eu não precisei. Mas isso não é via de regra. Afinal, como diria o velho Nelson Rodrigues, toda a unaminidade é burra.
Poxa, Solon, sempre acompanhei seu blog, desde o começo, apesar de nunca ter comentando com frequencia, e quando solto um comentário com uma opinião bem neutra, vc o apaga, só por não ser totalmente pró?
Realmente o sistema de cotas é uma babaquice…também conheço pessoas formadas em escola pública que entraram em ótimas faculdades sem precisar do sistema de cotas. Sei muito bem o que significa lutar para passar em um vestibular concorrido e sentir que seu sonho se realizou por mérito próprio. Quando o sistema de cotas foi aplicado na minha Faculdade vi muitas pessoas passarem acertando 20% da prova. Será que o Ensino Fundamental não tem nenhum valor? Será que essas pessoas estarão preparadas para enfrentar sozinhas os desafios da profissão?
Outra mentira. Você não entra em uma universidade pública se não tirar uma nota mínima na prova, que é bem acima de 20%. Cotas não são obrigatoriamente preenchidas.
Fernando, você realmente não sabe o que fala. Existem cotistas que passam sim com uma nota muito baixa pois as vagas para cotas, muitas vezes, são separadas. Diferente do sistema que dá bonificação na nota de aluno cotista. Antes de falar besteira pesquise! Eu mesma já vi aluno cotista ser classificado para o curso de Medicina com menos de 40% da nota total da prova em uma universidade estadual.
Convivi com colegas aprovados pelo sistema de cotas durante 5 anos no curso de Direito. Desde o princípio, ficou claro que uma parcela cotista da turma não tinha o mesmo desempenho do restante, os “não-cotistas”. Dois ou três se destacavam, claro, mas por serem esforçados e terem boas bases: não foram totalmente despreparados para a universidade, tiveram educação básica, fundamental e concluíram o ensino médio em colégios públicos, mas, por terem consciência que somente através do estudo modificariam sua condição social, buscaram, desde sempre, a excelência nos estudos. Pessoas realmente interessadas e que estavam preparadas para concorrer com candidatos da ampla concorrência. A diferenciação, em relação a estes, não se justificava.
Quanto aos demais, a faculdade fez o favor de mostrar que não dava pra continuar sem o básico, ainda mais em direito, onde se exige boa interpretação de texto, formação de argumentos de forma clara e cadenciada etc. Muitos ficaram pelo caminho, ou abandonaram o curso ou se formaram (atrasados) aos trancos e barrancos, da forma que Deus permitiu.
Temo por esses bacharéis (sim, pois muitos sequer conseguiram passar no exame da OAB – que não é esse bicho de 7 cabeças que todos bravejam por aí, basta estudar) que escrevem e falam errado, não conseguem formular ideias, fomentar debates, explicar o básico, que não conseguem se comunicar por e-mail (a mais informal das formas de comunicação) de forma inteligível, enfim, que só servem para chamuscar ainda mais a imagem do profissional do direito.
Além disso, ainda houve um caso de fraude (que se não foi permitida, foi facilitada pela existência das cotas): a pessoa era conhecida na cidade (a cidade era pequena) por ser de família abastada e influente e entrou na universidade como cotista (até então para alunos oriundos de escolas públicas). Todos sabiam que esta pessoa havia estudado em escola particular durante todo o ensino médio, mas ainda assim ela conseguiu o certificado de conclusão de curso em uma escola pública da cidade vizinha… Resultado: os processos – tanto judicial quanto administrativo – paralisaram (por forças ocultas – ou não tão ocultas assim) ela colou grau e perdeu-se o objeto…
Grande sacada! Prédio nenhum se edifica sem bases sólidas. Aproveitando a deixa, faça uma sobre o “sistema de compra de vagas” que coloca gente mais despreparada que o de cotas. Alguns anos atrás esse sistema atrasou minha vida acadêmica kkkkkkkkk Parabéns pelo talento!
Valeu, meurmão! Bom saber que tem pessoas do meu lado… Esse país ainda tem salvação! Vou ver se consigo ter alguma ideia sobre compra de vagas! Abração!!!
1º) Me tira do sério a expressão “você foi infeliz na sua piada”. PQP o humorista hoje tem que se submeter a uma comissão de falsos moralistas que se acham donos da verdade. Já disse sabiamente o Seu Fernando (do parafernalha) “o pior castigo para um humorista é fazer uma piada sem graça” (o que mais uma vez reforço, não é o caso !) humor é humor e pronto se não gostou fica na sua e espera a próxima piada.
2º) Só faltou aqueles q defendem a dívida histórica se pronunciarem. Sou bolsista do Prouni, batalhei por uma vaga em faculdades públicas até que no ano que consegui minha bolsa. Hoje já no oitavo período de medicina, não me queixo da minha faculdade em relação a professores ou estrutura física mas por se tratar de uma particular e a 4 anos atras o ingresso a faculdade ser mais fácil do que é hoje era notável a diferença de nível entre alguns alunos (tinhamos até uma brincadeira, quando o professor eventualmente trazia no curso da aula uma equação ou ligações químicas começávamos a falar”e professor… peraê… ta pegando pesado…”) o fato é era percebido aquela diferença de nível entre os alunos. isso não nos prejudicou por que (ao contrário do que alguns podem pensar, particular reprova também) os que não atingiam metas ficavam e repetiam a matéria. pra concluir este segundo ponto é isso, a diferença existe, quanto a bagagem de conteúdo e quanto ao rítmo de estudo e será sentida, mais ou menos, dependendo do caso.
3º)Brasil, finge que a educação básica é a copa e investe nela pra ver se nossos filhos não precisem explicar pra ninguém que piada não se explica.
abraço a todos leitores e ao brilhante Solon que acompanho desde os tempos da minha semiologia.
desculpa se me empolguei e falei demais e qualquer errim vai desculpando… texto meio longo… mas se for errão… pode queimar tmbn…
Vi que você postou nos comentários do Facebook dizendo que vão fazer de tudo para aprovar os cotistas nas disciplinas no curso, como fazem no ensino básico hoje em dia. Como não tenho Facebook vou responder aqui.
Aqui na UnB (acredito que seja igual nas outras federais), os professores estão pouco se lixando se você entrou por vestibular, avaliação seriada, cotas… Todo mundo recebe as mesmas avaliações.
Não entrei por cotas, mas sempre estudei em escola pública e entrei em Engenharia sem fazer cursinho. Nos primeiros semestres, realmente notei que meu nível em matemática e física era bem mais baixo que o dos outros. Mas bastou se esforçar um pouco para alcançar o resto do pessoal. Assim, acho que o nível inferior inicial dos cotistas não influencia o desempenho ao longo do curso.
E chega a ser desleal alunos de escola pública concorrerem diretamente com os de escola particular. Não devia ser, mas como a situação do ensino público não vai melhorar em menos de 1 década…
Acho que a diferença está na forma de avaliar. É diferente avaliar o desempenho durante o curso do que avaliar em apenas uma prova, como é no vestibular. Por isso os cotistas só entraram por causa das cotas, mas depois que estão dentro, tem o mesmo desempenho que outros.
Pra falar a verdade, acredito que todos os que entraram na faculdade graças ao cursinho, se fizessem o vestibular agora, não passariam mais, porque já esqueceram tudo que aprenderam naquela época. Isto quer dizer que aquele conhecimento era inútil.
Aprendemos “100x” na época do vestibular, pra que no futuro sobre “10x” de conhecimento. Quem aprendeu “10x”, vai ter que se virar com um mísero “x”. Nenhum conhecimento é inútil ou desperdiçado! Aprender o que é AVANÇADO, serve também para solidificar o que é básico… Aprender “aquele monte de besteira” abre nossa mente, desenvolve o raciocínio e nos torna pessoas mais capazes de absorver o que está por vir na universidade. Isso que estou falando é bem explicado na pedagogia.
O sistema de cotas vem a priore, como um mecanismo imediatista para resolver parte da desigualdade social tão presente no Brasil. Concordo quando se diz que são necessários maiores e mais eficazes investimentos na Educação básica para que nos vestibulares a concorrência seja de igual para igual. Contudo, fica uma questão: O que fazer com quem já passou por esse sistema falho? Vamos deixá-los sem acesso ao Ens Sup? O sistema de cotas vem com a intenção de dar assistência a essas pessoas, que em circunstâncias convencionais não teriam chance alguma de entrar em uma universidade pública de qualidade. O problema, porém, reside no fato de que sendo o Brasil o que é, provavelmente esse medida vai se tornar permanente. Os investimentos na Ed Básica, tão necessários em nossa sociedade, ficarão apenas no desejo íntimo de cada cidadão consciente, e em projetos jamais postos em prática pelo Min da Educação.
Quanto ao ”nivelar por baixo” eu tenho minhas dúvidas. Se levarmos em consideração os alunos que provavelmente serão aprovados em cursos como engenharia, direito e medicina, não acredito que o nível vá cair. Falo isso por experiência própria em duas situações: 1) Sou aluno bolsista do Prouni e sempre estudei em escola pública. Nem eu nem nenhum dos outros bolsistas (somos 10 por sala em nossa Universidade) ficamos atrás dos demais alunos, muito pelo contrário! E sendo medicina o curso elitizado que é, MUITOS dos meus colegas vieram das melhores escolas do país: Poliedro (SJC), Etapa, Tamandaré, Visconde de Porto Seguro, Bernoulli entre outros. 2) Antes de fazer medicina fui aluno de Farmácia da Universidade Federal de Alfenas, cujo curso está entre os melhores do país (ENADE 5). Nosso professor de epidemiologia elogiou a turma ao final do semestre e disse que ao contrário das outras turmas nós éramos capazes de nos expressarmos com muito mais clareza e tínhamos um desempenho acima dos nossos veteranos. E o que isso tem a ver com as cotas? Pela primeira vez um número expressivo de alunos de escolas publicas estavam reunidos todos em uma mesma classe na Unifal. Ouvimos a msm coisa de mais outros 2 profs ao longo do primeiro ano.
Tenho quase certeza de que os alunos aprovados nesse sistema de cotas serão oriundos de colégios como o Cotuca (col aplicação da UNICAMP) ou do Colunni ( col de aplicação da UFV), bem como do Col D Pedro II e outros.
A única preocupação que eu tenho quanto ao nível dos alunos é com relação àqueles que entrarem em cursos menos concorridos da área de exatas, como física, química e mat. Estes sim talvez precisem de um suporte da universidade. Mas vale lembrar que msm sem o sitema de cotas, universidades como a UFV já exige dos alunos aprovados, que nao obtiveram uma nota considerada adequada em Quim Fis Mat no vestibulares, aulas extras nos semestres iniciais.
O sistema de cotas é apenas o primeiro passo. E eu desejo é que o Gov dê os passos seguintes.
PS: Adoro o blog!!
Adorei o site, descobri ele hoje e já li todas as postagens, continue sempre com esse otimo trabalho. Humor refinado, principalmente pra quem tem o conhecimento necessario pra entender as piadas internas.
Trabalho como ACS em uma UBS e hoje estou ajudando na campanha de verificação das carteirinhas de vacina, mostrei o site pra enfermeira e ela quase teve um troço de tanto rir, até esqueceu dos pacientes que estavam chegando, na segunda vamos mostrar ao medico e enfurecer os pacientes um pouco pela demora enquanto também se diverte um pouco (Provavelmente depois vai melhorar tanto o humor que atendera melhor todos os pacientes).
Toda a equipe já virou Fã !!!
Valeu demais, Bonas! Continua acompanhando e divulgando pra ajudar… Sempre que puder, comente! Metade da graça do site são os comentários e a troca de ideias! Abração!!! :)
Cara o blog é seu e vc escreve, desenha, publica o que vc quiser, mas não creio que tenha sido muito feliz nessa. Admiro seu trabalho, contudo penso que não é porque uma pessoa entrou pelo sistema de cotas, principalmente em medicina, que ela não seja capaz de desenvolver um bom trabalho quiçá se expressar corretamente. O ensino público fundamental e médio não forma apenas analfabetos funcionais.
Obrigado pelo elogio ao meu trabalho, Daniel… Você acertou quanto à minha liberdade de conteúdo, mas quanto a não ter sido feliz nessa tira, você se enganou. Sempre sou feliz quando expresso minhas ideias; continuo convicto de que o ensino público é uma bosta, e que resultará sim em péssimos profissionais. SE O ENSINO PÚBLICO PRESTASSE, NÃO PRECISARIA DE COTAS.
O Sistema de cotas está aí para “tentar” resolver um problema estatísco, ele não é perfeito e muito provavelmente também não é a melhor opção. Mas minha observação não foi quanto ao sistema em sí, foi pela generlização que a sua tira deu não se esqueça que pra toda regra há exceção e quando estamos falando de um país com quase 200.000.000 de pessoas esta exceção não pode seer ignorada.
Eu prevejo um monte de gente entrando, desperdiçando o dinheiro público por alguns anos e nem sair um profissional formado.
E você, mocinha da tira: o preconceito que nóis tem cum ocêis é purque além di robá as vaga do zotro, ainda me sai umas porcaria de profissional que não sabe ir atráis das coisa e qué tudo na mão.
Direito à vaga não… ela tem direito à CONCORRER para a vaga… se vai conseguir ou não, é outra coisa… A vaga deveria ser do mais bem preparado, e não de quem conseguiu através desse artifício desleal chamado cotas.
E como qualquer brasileiro, deveriam estudar igual, e não se contentarem com a mediocridade das cotas para acessar a faculdade com o famoso “jeitinho brasileiro”.
Pra mim o cotista acaba sendo visto com outros olhos dentro da universidade, afinal, tirou a vaga de alguém que estudou e se dedicou mais. Conheço ótimos medicos, da minha turma de faculdade e das anteriores, formados em escola publica, que se dedicaram para entrar e concluir o curso de Medicina, assim como todos faziam antes dessa babaquice.
Afirmar que existe um roubo de vaga pelos cotista demonstra falta de conhecimento do assunto: todas as escola que adotaram o sistema aumentaram as vagas para suportar o aluno oriundo deste. Queira ou não queira, minha profissão (a mesma da do Solón), é elitista, seja por demandar dedicação integral aos estudos (bem difícil se vc tem de trabalhar para ajudar a família na renda mensal), seja pelo valor aburdo da mensalidade nas escolas particulares. Fala-se que a opção pela cotas é populista e que não resolve o problema da base. para quem é contra eu pergunto: se vc estivesse na situação do aluno que entrou pelo sistema de cota, vc esperaria a reforma da educação de base, sabendo que mesmo que ela iniciasse hoje, demoraria pelo menos 15 anos (no mínimo) considerando que isso demandaria melhor capacitação dos professores do ensino fundamental e médio, aparelhamento das salas de aula e bibliotecas oferecimento de dieta adequada e condições para a criança APENAS estudar?
A solução das cotas é longe de ser uma solução ideal, mas é um começo para a mudança na vida dessas pessoas.
No mais, mesmo não concordando com o conteúdo da tirinha do Sólon, ela abre uma discussão interessante sobre o tópico das cotas.
PS: mesmo sendo caboclo não entrei faculdade pelo sistema de cotas, até porquê na usp apenas a pouco tempo adotou-se o bônus de 3% para alunos oriundos de escola pública, que diga-se de passagem não pôs nenhum aluno pobre aqui na pinheiros.
Você está pensando no pobre aluno que vai ficar de fora da faculdade enquanto aguarda no mínimo 15 anos a reforma da educação… MAS e o aluno que estudou e que está mais preparado que os cotistas, e que duma hora pra outra se viu ficando pra trás? Não é sacanagem com ele também?
Eu sempre pArticipo das discussões aqui no “meus nervos” e me identifico como Fernando. Mas como tem um outro ai com o mesmo nome deixa eu me manifestar, antes que pensem que sou eu falando asneira!
Cota é a melhor expressão do “jeitinho brasileiro” na área da educação. Já que é muito caro investir na base, damos um jeito de compensar lá na frente. Como disseram aí, se o rendimento dos cotistas é o mesmo dos “privilegiados” das escolas privadas, dentro da universidade, significa que seria o mesmo no pré-vestibular. Dessa forma não há justificativa para privilegiar ninguém.
Outra coisa que não aguento ouvir é a tal da “dívida histórica”! Sou descendente de alemão e portugueses (branco igual farinha) mas não sou da família Orleans, Matarazzo, Diniz ou etc… Meus Tataravós vieram fugidos da II guerra, com a roupa do corpo, e trabalharam no sul do país à troco de um prato de comida! (ou só porque são brancos foram recebidos com tapete vermelho?) Foram explorados e roubados pelos brasileiros da época! Quem vai pagar essa dívida ? Ninguém! Meu aVô morreu pobre, como sempre foi. Minha avó morreu analfabeta. Coube a meus pais garimparem o próprio futuro assim como cabe a mim cuidar do meu. Quem quer corre atrás! A vida não alivia ninguém.
sexta-feira, outubro 5th 2012 at 16:18 |
Tadinhos de vcs, né? Como sofrem… Que dó.
domingo, setembro 16th 2012 at 14:16 |
A maioria dos coleguinhas que comentam a favor das cotas não tiveram a experiência de lidar com estes colegas em ambiente puramente acadêmico. Na minha cidade, há um número absurdo de cotas para alunos do interior do estado em uma determinada Universidade Estadual. Há polos no interior com menos de 50.000 habitantes que são agraciados com 5 vagas para Medicina. Cria-se uma relação candidato-vaga virtualmente diminuída, assim como uma média necessária para aprovação muito mais baixa. O resultado é que o Chiquinho do interior entra na faculdade com 50% da pontuação do burguesinho tão criticado. Dentro da faculdade, os professores não irão reprovar o Chiquinho até ele ser jubilado. O que eles farão é facilitar para que o Chiquinho passe, prejudicando o ensino do burguesinho. No fim das contas, o desempenho acadêmico do Chiquinho e do burguesinho será muito semelhante, mas os dois serão médicos medíocres. Aqui, nós temos uma experiência de 10 anos com cotas e eu garanto a vocês que todos saem prejudicados. Em especial a população atendida. Antes que alguém diga, claro que existem alunos bons nesta Universidade, mas o mérito próprio não pode ser envolvido nesta discussão, pois gera vieses de entendimento. Ah, aqui também tem uma Universidade particular que cobra mais de 6.000,00 dilmas de mensalidade, onde a mediocridade impera acima de todas as coisas e profissionais anencéfalos são formados diariamente. Prepare-se para o futuro, Manaus.
quarta-feira, agosto 29th 2012 at 14:13 |
Passei em federal,mas hoje tenho pro-uni em particular mais perto de casa,não vejo diferença entre o aprendizado de alunos que não tiveram cotas e os que entraram por cotas,pra ser sincero os de pro-uni e cotas são até mais esforçados,pois nunca tiveram papai pra pagar boas escolas e dar comidinha na boca,mas mesmo assim chegaram no mesmo lugar por méritos próprios. Falem mal das cotas,mas não me venham flar que todos começam no mesmo lugar,a desigualdade começa no nascimento,ou melhor na concepção.
segunda-feira, agosto 27th 2012 at 23:33 |
Cotas para jogadores de basquete baixinhos!
Cotas para jogadores de futebol pernas-de-pau!
Cotas para top models feias!
Cotas para salva-vidas que não sabem nadar!
Cotas para pilotos de avião cegos!
Cotas para cirurgiões sem mãos!
Vamos lá gente!!!
sábado, agosto 25th 2012 at 20:28 |
quer um exemplo de como isso vai nivelar o nível das federais lá em baixo? Na UFMS ( federal de mato grosso do sul) a média foi para 5 com a adoção do REUNI, que obrigou as faculdades a criarem mais vagas sem ter a infraestrutura suficiente a troco de mais verbas.
Na real, RIDÍCULO nunca mais vi alguém precisando de alguma prova extra ou ficando de DP e nem precisa se esforça muito não só precisa estudar as matérias pela metade que vc passa.
E a cogitação de que com a adoção das cotas reveja novamente a média, quem sabe para 3 ou 4, ou melhor que tal proibirem as federais de reprovar! pronto resolvemos o racismo no Brasil ^^b
sábado, agosto 25th 2012 at 20:21 |
quer um exemplo de como isso vai nivelar o nível das federais lá em baixo? Na UFMS ( federal de mato grosso do sul) a média foi para 5 com a adoção do REUNI, que obrigou as faculdades a criarem mais vagas sem ter a infraestrutura suficiente a troco de mais verbas.
Na real, RIDÍCULO nunca mais vi alguém precisando de alguma prova extra ou ficando de DP e nem precisa se esforça muito não, só precisa estudar as matérias pela metade que vc passa.
E a cogitação de que com a adoção das cotas reveja novamente a média, quem sabe para 3 ou 4, ou melhor que tal proibirem as federais de reprovar! pronto resolvemos o racismo no Brasil ^^b
sábado, agosto 25th 2012 at 18:29 |
A generalização é um problema monstruoso. Vocês realmente acreditam que um aluno que passe -mesmo que por cotas- em medicina em uma Universidade Federal virá a falar “cum nóis”? Sim, o governo tomou uma medida ineficaz para – como diz minha mãe – tapar o sol com a peneira. Mas a culpa não é do cotista. Crianças da classe baixa – os pobres MISERÁVEIS que passam por cotas – também têm sonhos de se tornar médico e poder, assim, salvar VIDAS. O sistema não ajuda os menos favorecidos e quando o faz, acaba construindo uma barreira maior de preconceitos em torno do assunto. As opiniões de esquerda e direita NUNCA chegarão a um senso comum. Existem alunos aplicados no sistema cotista, assim como existem os alunos elitizados que fazem 10 anos de cursinho para passar em uma Univ. Federal. Achei a tirinha de péssimo gosto, mas isso não ofusca o brilho e imagem que tenho deste blog. P.s: Gosto muito do seu trabalho.
segunda-feira, agosto 27th 2012 at 18:06 |
Ora meu caro, pega os aplicados cotistas e coloca pra disputar fora da cota… os que merecerem poderam usar toda sua aplicação na universidade sem precisar do empurraozinho
segunda-feira, agosto 27th 2012 at 21:23 |
Um aluno de escola pública dificilmente conseguirá concorrer em um mesmo nível com um aluno de escola particular. Fatos são fatos. Uma pequena parcela se sobressai e seria desgastante ficar discutindo o fato com uma pessoa que provavelmente concluiu o ensino fundamental e médio em uma escola particular. Vivemos em um país em desenvolvimento, que “empurra” a educação com a barriga. Sou a favor das cotas sociais, embora não possa dizer o mesmo sobre as cotas raciais; Eu seria extremamente contra as cotas – sejam elas sociais ou raciais – se o base educacional fosse transferida a todos de forma homogênea. Acho injusta a visão da elite que julga e descrimina os cotistas. Pense que nem todos têm condições suficientes para estudar em uma escola particular ou estudar em cursinhos de pré-vestibular; a renda é distribuída de forma desigual e enquanto um pai da classe A sustenta seu filho com uma renda de 20 salários, tem pais que sobrevivem com 1 ou 2 salários, e não me venha com o: Mas isso não justifica! – Sim, justifica. Enquanto crianças ricas estudam com seus 14 anos, crianças pobres trabalham como homens adultos para ajudar na renda familiar. Enfim, acho justa a exposição de ideias e ideais, porém sou extremamente contra a generalização de quaisquer classe.
sexta-feira, setembro 21st 2012 at 16:24 |
É extremamente contra generalização, mas soltou a pérola “(…) seria desgastante ficar discutindo o fato com uma pessoa que provavelmente concluiu o ensino fundamental e médio em uma escola particular.” Parece veridico!
Eu estudei em ensino público toda vida, estudo em ensino superior público atualmente e não fiz cursinho pré-vestibular. Com 14, como você disse que algumas crianças pobres fazem, eu já pagava o aluguel de casa pra ajudar minha mãe que era solteira e desempregada. Será que eu seria digno de você se desgastar um pouco pra discutir “fatos”?
quinta-feira, dezembro 6th 2012 at 16:29 |
Aí a covarde fugiu
terça-feira, agosto 21st 2012 at 22:35 |
Sabia que isso ia gerar uma discussão monstra. Mas quer saber? É a verdade. Doa a quem doer. Comecei minha luta com Medicina aos 16 anos e hoje com 30 ainda não terminou, assim como com a maioria dos meus colegas. O que vejo acontecer nesse governo Dilma é escandalosamente injusto.
Conto em meus dedos pessoas peitudas como Solon. Lembra a mim mesma, se ferra mas enfrenta.
terça-feira, agosto 21st 2012 at 22:41 |
Maria Cláudia, você é minha querida pra sempre!!! Nosso contato na aeronáutica foi pouco, mas marcou! Somos muito parecidos! kkkkk… Um beijo
terça-feira, agosto 21st 2012 at 21:23 |
Tirinha brilhante, é uma pena que algumas pessoas realmente defendam tamanho absurdo no sistema educacional. Estou estudando todos os dias durante período integral para conseguir vaga em uma universidade pública, enquanto um cotista quer simplesmente uma vaga indo pra escola e sem nenhum esforço adicional. O que os cotistas esquecem é que há muito esforço mesmo por quem vem de escola particular: os playboyzinhos que não querem saber da vida e só gastam dinheirinho de papai e mamãe não vão para as escolas públicas mas sim as particulares, sustentar vossas cotas lá também.
Conheço gente que estudou a vida inteira na escola pública e é muito mais inteligente do que eu, passou com facilidade na USP e tá lá até hoje, sem necessidade de cota nenhuma.
Será que as cotas são mesmo necessárias ou é só mais gente querendo tudo na mão?
Aliás, o governo é reflexo da população. Não é no ouvido daqueles que estudaram muito pra entrar em uma universidade boa que vocês tem que chorar por ser contra as cotas, é pro governo lá na hora de votar e de cobrar. Espera, quem aqui cobra, né? Reclamar pros “burgueses” todo mundo quer, exigir do governo ninguém tá afim.
terça-feira, agosto 21st 2012 at 19:26 |
Queria te dar os parabens pela coragem de ser “politicamente incorreto” e demonstrar tua opinião. Coisa rara.
A propósito, também não acredito no sistema de cotas. Abs.
terça-feira, agosto 21st 2012 at 9:45 |
“Cum Nóis”????? É assim que cotistas falam!???
Seu BABACA preconceituoso!!!
NUnca mais leio esse blog, vá se informar primeiro sobre cotas antes de falar besteira. Seu burgues de merda! PRECONCEITO EMBUTIDO!
_I_
terça-feira, agosto 21st 2012 at 12:51 |
Alice, pelo amor de Deus!
Acesse meu blog!!! Eu preciso de você! Não se vá!!! Por favor!!!
Prometo que vou tentar ser uma pessoa melhor!
quarta-feira, agosto 22nd 2012 at 1:35 |
cara… cuidado Solon… eles estão ligando o capslock e estão escrevendo frases inteiras em letras maiúsculas. huaheahaehauehueueueueauaheauheuheahueahueahueahe
quarta-feira, agosto 22nd 2012 at 20:10 |
Aí é perigoso! Sinistro! :)
segunda-feira, agosto 27th 2012 at 23:19 |
Cuidado! Os Che Guevaras da internet vão puxar seu pé de noite!!!
terça-feira, agosto 21st 2012 at 0:43 |
De boa, na minha outra postagem, que nao está aqui, eu só comentei um caso que aconteceu com um amigo meu. Afrodescendente, estudante de escola pública, o alvo perfeito para ser cotista. E foi o melhora turma de Engenharia Eletronica, na data de formatura. E, na boa, o cara realmente é muito bom. Se uma pessoa entra sabendo menos na faculdade, não quer dizer que ela vai sair de lá sabendo menos também.
É bem verdade que eu sou contra esse sistema de cotas. Também fui criado em ensino público, sou de família pobre, e passei no vestibular de uma Universidade Federal em quarto lugar, sem fazer vestibulinho. Mas é verdade também que eu tive que correr atrás, estudando por conta própria, uma vez que hoje o ensino público está totalmente falido. E aí, nesse caso, existem pessoas que não tem acesso a estudo, assim como eu tive sorte de ter. Essas pessoas são portanto indignas de terem uma chance? Até acho que, nesse ponto, o sistema de cotas até tem um certo sentido, desde que a parcela de vagas fosse menor do que os mínimos 30% de hoje. Colocaria gente do setor público disputando vaga com gente do setor público.
Mas, todo esse texto para dizer que, na prática, no setor público existem aqueles que se sobressaem sme precisar dessa ajuda, como eu não precisei. Mas isso não é via de regra. Afinal, como diria o velho Nelson Rodrigues, toda a unaminidade é burra.
segunda-feira, agosto 20th 2012 at 13:17 |
Poxa, Solon, sempre acompanhei seu blog, desde o começo, apesar de nunca ter comentando com frequencia, e quando solto um comentário com uma opinião bem neutra, vc o apaga, só por não ser totalmente pró?
segunda-feira, agosto 20th 2012 at 21:26 |
Matheus Otero, eu NUNCA APAGUEI NENHUM COMENTÁRIO aqui do blog… Houve algum erro. Comente novamente.
segunda-feira, agosto 20th 2012 at 12:42 |
Sério que você apaga os comentários com argumentos contrários??? Parabéns.
domingo, agosto 19th 2012 at 19:26 |
Perdão pelos erros de portuga. Não revisei.
domingo, agosto 19th 2012 at 19:19 |
Realmente o sistema de cotas é uma babaquice…também conheço pessoas formadas em escola pública que entraram em ótimas faculdades sem precisar do sistema de cotas. Sei muito bem o que significa lutar para passar em um vestibular concorrido e sentir que seu sonho se realizou por mérito próprio. Quando o sistema de cotas foi aplicado na minha Faculdade vi muitas pessoas passarem acertando 20% da prova. Será que o Ensino Fundamental não tem nenhum valor? Será que essas pessoas estarão preparadas para enfrentar sozinhas os desafios da profissão?
segunda-feira, agosto 20th 2012 at 18:29 |
Outra mentira. Você não entra em uma universidade pública se não tirar uma nota mínima na prova, que é bem acima de 20%. Cotas não são obrigatoriamente preenchidas.
terça-feira, agosto 21st 2012 at 22:14 |
Fernando, você realmente não sabe o que fala. Existem cotistas que passam sim com uma nota muito baixa pois as vagas para cotas, muitas vezes, são separadas. Diferente do sistema que dá bonificação na nota de aluno cotista. Antes de falar besteira pesquise! Eu mesma já vi aluno cotista ser classificado para o curso de Medicina com menos de 40% da nota total da prova em uma universidade estadual.
domingo, agosto 19th 2012 at 19:01 |
Convivi com colegas aprovados pelo sistema de cotas durante 5 anos no curso de Direito. Desde o princípio, ficou claro que uma parcela cotista da turma não tinha o mesmo desempenho do restante, os “não-cotistas”. Dois ou três se destacavam, claro, mas por serem esforçados e terem boas bases: não foram totalmente despreparados para a universidade, tiveram educação básica, fundamental e concluíram o ensino médio em colégios públicos, mas, por terem consciência que somente através do estudo modificariam sua condição social, buscaram, desde sempre, a excelência nos estudos. Pessoas realmente interessadas e que estavam preparadas para concorrer com candidatos da ampla concorrência. A diferenciação, em relação a estes, não se justificava.
Quanto aos demais, a faculdade fez o favor de mostrar que não dava pra continuar sem o básico, ainda mais em direito, onde se exige boa interpretação de texto, formação de argumentos de forma clara e cadenciada etc. Muitos ficaram pelo caminho, ou abandonaram o curso ou se formaram (atrasados) aos trancos e barrancos, da forma que Deus permitiu.
Temo por esses bacharéis (sim, pois muitos sequer conseguiram passar no exame da OAB – que não é esse bicho de 7 cabeças que todos bravejam por aí, basta estudar) que escrevem e falam errado, não conseguem formular ideias, fomentar debates, explicar o básico, que não conseguem se comunicar por e-mail (a mais informal das formas de comunicação) de forma inteligível, enfim, que só servem para chamuscar ainda mais a imagem do profissional do direito.
Além disso, ainda houve um caso de fraude (que se não foi permitida, foi facilitada pela existência das cotas): a pessoa era conhecida na cidade (a cidade era pequena) por ser de família abastada e influente e entrou na universidade como cotista (até então para alunos oriundos de escolas públicas). Todos sabiam que esta pessoa havia estudado em escola particular durante todo o ensino médio, mas ainda assim ela conseguiu o certificado de conclusão de curso em uma escola pública da cidade vizinha… Resultado: os processos – tanto judicial quanto administrativo – paralisaram (por forças ocultas – ou não tão ocultas assim) ela colou grau e perdeu-se o objeto…
domingo, agosto 19th 2012 at 9:19 |
Grande sacada! Prédio nenhum se edifica sem bases sólidas. Aproveitando a deixa, faça uma sobre o “sistema de compra de vagas” que coloca gente mais despreparada que o de cotas. Alguns anos atrás esse sistema atrasou minha vida acadêmica kkkkkkkkk Parabéns pelo talento!
domingo, agosto 19th 2012 at 9:28 |
Valeu, meurmão! Bom saber que tem pessoas do meu lado… Esse país ainda tem salvação! Vou ver se consigo ter alguma ideia sobre compra de vagas! Abração!!!
domingo, agosto 19th 2012 at 1:07 |
opa Solon tudo na paz ?
como sempre, brilhante.
1º) Me tira do sério a expressão “você foi infeliz na sua piada”. PQP o humorista hoje tem que se submeter a uma comissão de falsos moralistas que se acham donos da verdade. Já disse sabiamente o Seu Fernando (do parafernalha) “o pior castigo para um humorista é fazer uma piada sem graça” (o que mais uma vez reforço, não é o caso !) humor é humor e pronto se não gostou fica na sua e espera a próxima piada.
2º) Só faltou aqueles q defendem a dívida histórica se pronunciarem. Sou bolsista do Prouni, batalhei por uma vaga em faculdades públicas até que no ano que consegui minha bolsa. Hoje já no oitavo período de medicina, não me queixo da minha faculdade em relação a professores ou estrutura física mas por se tratar de uma particular e a 4 anos atras o ingresso a faculdade ser mais fácil do que é hoje era notável a diferença de nível entre alguns alunos (tinhamos até uma brincadeira, quando o professor eventualmente trazia no curso da aula uma equação ou ligações químicas começávamos a falar”e professor… peraê… ta pegando pesado…”) o fato é era percebido aquela diferença de nível entre os alunos. isso não nos prejudicou por que (ao contrário do que alguns podem pensar, particular reprova também) os que não atingiam metas ficavam e repetiam a matéria. pra concluir este segundo ponto é isso, a diferença existe, quanto a bagagem de conteúdo e quanto ao rítmo de estudo e será sentida, mais ou menos, dependendo do caso.
3º)Brasil, finge que a educação básica é a copa e investe nela pra ver se nossos filhos não precisem explicar pra ninguém que piada não se explica.
abraço a todos leitores e ao brilhante Solon que acompanho desde os tempos da minha semiologia.
desculpa se me empolguei e falei demais e qualquer errim vai desculpando… texto meio longo… mas se for errão… pode queimar tmbn…
domingo, agosto 19th 2012 at 7:57 |
Obrigado pelas palavras, Thiago! Muito bom mesmo ver gente sensata falando o que pensa… Abração, cara!!!
domingo, agosto 19th 2012 at 0:33 |
Vi que você postou nos comentários do Facebook dizendo que vão fazer de tudo para aprovar os cotistas nas disciplinas no curso, como fazem no ensino básico hoje em dia. Como não tenho Facebook vou responder aqui.
Aqui na UnB (acredito que seja igual nas outras federais), os professores estão pouco se lixando se você entrou por vestibular, avaliação seriada, cotas… Todo mundo recebe as mesmas avaliações.
domingo, agosto 19th 2012 at 0:17 |
Quanto a esse negócio de achar que os cotistas sairão mais despreparados, eu lembro que teve um estudo que mostrou que o desempenho deles acaba sendo no mesmo nível dos outros (http://ultimosegundo.ig.com.br/perspectivas2010/desempenho-de-cotista-e-igual-ou-superior-ao-dos-demais-estudantes-apontam-pesquisas/n1237592782986.html). Isso eu vejo na UnB: conheço 2 pessoas que entraram por cotas, e eles são um dos melhores alunos do curso.
Não entrei por cotas, mas sempre estudei em escola pública e entrei em Engenharia sem fazer cursinho. Nos primeiros semestres, realmente notei que meu nível em matemática e física era bem mais baixo que o dos outros. Mas bastou se esforçar um pouco para alcançar o resto do pessoal. Assim, acho que o nível inferior inicial dos cotistas não influencia o desempenho ao longo do curso.
E chega a ser desleal alunos de escola pública concorrerem diretamente com os de escola particular. Não devia ser, mas como a situação do ensino público não vai melhorar em menos de 1 década…
domingo, agosto 19th 2012 at 0:49 |
Diógenes, se o desempenho dos cotistas é semelhante e até melhor, você não concorda que NÃO precisaria existir o sistema de cotas?
domingo, agosto 19th 2012 at 15:04 |
Acho que a diferença está na forma de avaliar. É diferente avaliar o desempenho durante o curso do que avaliar em apenas uma prova, como é no vestibular. Por isso os cotistas só entraram por causa das cotas, mas depois que estão dentro, tem o mesmo desempenho que outros.
Pra falar a verdade, acredito que todos os que entraram na faculdade graças ao cursinho, se fizessem o vestibular agora, não passariam mais, porque já esqueceram tudo que aprenderam naquela época. Isto quer dizer que aquele conhecimento era inútil.
domingo, agosto 19th 2012 at 16:30 |
Aprendemos “100x” na época do vestibular, pra que no futuro sobre “10x” de conhecimento. Quem aprendeu “10x”, vai ter que se virar com um mísero “x”. Nenhum conhecimento é inútil ou desperdiçado! Aprender o que é AVANÇADO, serve também para solidificar o que é básico… Aprender “aquele monte de besteira” abre nossa mente, desenvolve o raciocínio e nos torna pessoas mais capazes de absorver o que está por vir na universidade. Isso que estou falando é bem explicado na pedagogia.
sábado, agosto 18th 2012 at 23:51 |
Tira mais “mamilos” que Susana Vieira.
sábado, agosto 18th 2012 at 17:08 |
O sistema de cotas vem a priore, como um mecanismo imediatista para resolver parte da desigualdade social tão presente no Brasil. Concordo quando se diz que são necessários maiores e mais eficazes investimentos na Educação básica para que nos vestibulares a concorrência seja de igual para igual. Contudo, fica uma questão: O que fazer com quem já passou por esse sistema falho? Vamos deixá-los sem acesso ao Ens Sup? O sistema de cotas vem com a intenção de dar assistência a essas pessoas, que em circunstâncias convencionais não teriam chance alguma de entrar em uma universidade pública de qualidade. O problema, porém, reside no fato de que sendo o Brasil o que é, provavelmente esse medida vai se tornar permanente. Os investimentos na Ed Básica, tão necessários em nossa sociedade, ficarão apenas no desejo íntimo de cada cidadão consciente, e em projetos jamais postos em prática pelo Min da Educação.
Quanto ao ”nivelar por baixo” eu tenho minhas dúvidas. Se levarmos em consideração os alunos que provavelmente serão aprovados em cursos como engenharia, direito e medicina, não acredito que o nível vá cair. Falo isso por experiência própria em duas situações: 1) Sou aluno bolsista do Prouni e sempre estudei em escola pública. Nem eu nem nenhum dos outros bolsistas (somos 10 por sala em nossa Universidade) ficamos atrás dos demais alunos, muito pelo contrário! E sendo medicina o curso elitizado que é, MUITOS dos meus colegas vieram das melhores escolas do país: Poliedro (SJC), Etapa, Tamandaré, Visconde de Porto Seguro, Bernoulli entre outros. 2) Antes de fazer medicina fui aluno de Farmácia da Universidade Federal de Alfenas, cujo curso está entre os melhores do país (ENADE 5). Nosso professor de epidemiologia elogiou a turma ao final do semestre e disse que ao contrário das outras turmas nós éramos capazes de nos expressarmos com muito mais clareza e tínhamos um desempenho acima dos nossos veteranos. E o que isso tem a ver com as cotas? Pela primeira vez um número expressivo de alunos de escolas publicas estavam reunidos todos em uma mesma classe na Unifal. Ouvimos a msm coisa de mais outros 2 profs ao longo do primeiro ano.
Tenho quase certeza de que os alunos aprovados nesse sistema de cotas serão oriundos de colégios como o Cotuca (col aplicação da UNICAMP) ou do Colunni ( col de aplicação da UFV), bem como do Col D Pedro II e outros.
A única preocupação que eu tenho quanto ao nível dos alunos é com relação àqueles que entrarem em cursos menos concorridos da área de exatas, como física, química e mat. Estes sim talvez precisem de um suporte da universidade. Mas vale lembrar que msm sem o sitema de cotas, universidades como a UFV já exige dos alunos aprovados, que nao obtiveram uma nota considerada adequada em Quim Fis Mat no vestibulares, aulas extras nos semestres iniciais.
O sistema de cotas é apenas o primeiro passo. E eu desejo é que o Gov dê os passos seguintes.
PS: Adoro o blog!!
sábado, agosto 18th 2012 at 16:18 |
Adorei o site, descobri ele hoje e já li todas as postagens, continue sempre com esse otimo trabalho. Humor refinado, principalmente pra quem tem o conhecimento necessario pra entender as piadas internas.
Trabalho como ACS em uma UBS e hoje estou ajudando na campanha de verificação das carteirinhas de vacina, mostrei o site pra enfermeira e ela quase teve um troço de tanto rir, até esqueceu dos pacientes que estavam chegando, na segunda vamos mostrar ao medico e enfurecer os pacientes um pouco pela demora enquanto também se diverte um pouco (Provavelmente depois vai melhorar tanto o humor que atendera melhor todos os pacientes).
Toda a equipe já virou Fã !!!
sábado, agosto 18th 2012 at 17:10 |
Valeu demais, Bonas! Continua acompanhando e divulgando pra ajudar… Sempre que puder, comente! Metade da graça do site são os comentários e a troca de ideias! Abração!!! :)
sábado, agosto 18th 2012 at 15:52 |
Em pouco tempo precisaremos de cotas para pessoas inteligentes e competentes…
sábado, agosto 18th 2012 at 12:28 |
Cara o blog é seu e vc escreve, desenha, publica o que vc quiser, mas não creio que tenha sido muito feliz nessa. Admiro seu trabalho, contudo penso que não é porque uma pessoa entrou pelo sistema de cotas, principalmente em medicina, que ela não seja capaz de desenvolver um bom trabalho quiçá se expressar corretamente. O ensino público fundamental e médio não forma apenas analfabetos funcionais.
sábado, agosto 18th 2012 at 12:53 |
Obrigado pelo elogio ao meu trabalho, Daniel… Você acertou quanto à minha liberdade de conteúdo, mas quanto a não ter sido feliz nessa tira, você se enganou. Sempre sou feliz quando expresso minhas ideias; continuo convicto de que o ensino público é uma bosta, e que resultará sim em péssimos profissionais. SE O ENSINO PÚBLICO PRESTASSE, NÃO PRECISARIA DE COTAS.
domingo, agosto 19th 2012 at 9:55 |
O Sistema de cotas está aí para “tentar” resolver um problema estatísco, ele não é perfeito e muito provavelmente também não é a melhor opção. Mas minha observação não foi quanto ao sistema em sí, foi pela generlização que a sua tira deu não se esqueça que pra toda regra há exceção e quando estamos falando de um país com quase 200.000.000 de pessoas esta exceção não pode seer ignorada.
domingo, agosto 19th 2012 at 11:15 |
Para toda regra há exceção, e medidas não devem ser tomadas com base em exceções. Essa é a minha opinião. :)
sábado, agosto 18th 2012 at 10:52 |
Essa ainda conseguiu formar.
Eu prevejo um monte de gente entrando, desperdiçando o dinheiro público por alguns anos e nem sair um profissional formado.
E você, mocinha da tira: o preconceito que nóis tem cum ocêis é purque além di robá as vaga do zotro, ainda me sai umas porcaria de profissional que não sabe ir atráis das coisa e qué tudo na mão.
sábado, agosto 18th 2012 at 13:54 |
Brilhante comentário! kkkkk…
sábado, agosto 18th 2012 at 15:42 |
Roubar a vaga dos outros ?
Ela tem o direito a vaga assim como qualquer brasileiro.
sábado, agosto 18th 2012 at 16:32 |
Pode apostar que gente mais bem preparada vai ficar de fora da universidade para dar lugar a um cotista. Isso é sacanagem.
sábado, agosto 18th 2012 at 17:43 |
Direito à vaga não… ela tem direito à CONCORRER para a vaga… se vai conseguir ou não, é outra coisa… A vaga deveria ser do mais bem preparado, e não de quem conseguiu através desse artifício desleal chamado cotas.
sábado, agosto 18th 2012 at 18:45 |
BRUNO MESTRE! Rules!
domingo, agosto 19th 2012 at 10:00 |
E como qualquer brasileiro, deveriam estudar igual, e não se contentarem com a mediocridade das cotas para acessar a faculdade com o famoso “jeitinho brasileiro”.
Pra mim o cotista acaba sendo visto com outros olhos dentro da universidade, afinal, tirou a vaga de alguém que estudou e se dedicou mais. Conheço ótimos medicos, da minha turma de faculdade e das anteriores, formados em escola publica, que se dedicaram para entrar e concluir o curso de Medicina, assim como todos faziam antes dessa babaquice.
domingo, agosto 19th 2012 at 20:05 |
Afirmar que existe um roubo de vaga pelos cotista demonstra falta de conhecimento do assunto: todas as escola que adotaram o sistema aumentaram as vagas para suportar o aluno oriundo deste. Queira ou não queira, minha profissão (a mesma da do Solón), é elitista, seja por demandar dedicação integral aos estudos (bem difícil se vc tem de trabalhar para ajudar a família na renda mensal), seja pelo valor aburdo da mensalidade nas escolas particulares. Fala-se que a opção pela cotas é populista e que não resolve o problema da base. para quem é contra eu pergunto: se vc estivesse na situação do aluno que entrou pelo sistema de cota, vc esperaria a reforma da educação de base, sabendo que mesmo que ela iniciasse hoje, demoraria pelo menos 15 anos (no mínimo) considerando que isso demandaria melhor capacitação dos professores do ensino fundamental e médio, aparelhamento das salas de aula e bibliotecas oferecimento de dieta adequada e condições para a criança APENAS estudar?
A solução das cotas é longe de ser uma solução ideal, mas é um começo para a mudança na vida dessas pessoas.
No mais, mesmo não concordando com o conteúdo da tirinha do Sólon, ela abre uma discussão interessante sobre o tópico das cotas.
PS: mesmo sendo caboclo não entrei faculdade pelo sistema de cotas, até porquê na usp apenas a pouco tempo adotou-se o bônus de 3% para alunos oriundos de escola pública, que diga-se de passagem não pôs nenhum aluno pobre aqui na pinheiros.
domingo, agosto 19th 2012 at 21:19 |
Você está pensando no pobre aluno que vai ficar de fora da faculdade enquanto aguarda no mínimo 15 anos a reforma da educação… MAS e o aluno que estudou e que está mais preparado que os cotistas, e que duma hora pra outra se viu ficando pra trás? Não é sacanagem com ele também?
segunda-feira, agosto 20th 2012 at 18:36 |
Ué, não é como você sempre dizem: é só estudar que passa.
terça-feira, agosto 21st 2012 at 22:39 |
Você quer dizer, é só estudar muuuuito, ferrar com a juventude que passa, não é? Pois é.
segunda-feira, agosto 27th 2012 at 23:28 |
Agora dá pra passar sem estudar. É só entrar nas cotas.
segunda-feira, agosto 20th 2012 at 19:27 |
Eu sempre pArticipo das discussões aqui no “meus nervos” e me identifico como Fernando. Mas como tem um outro ai com o mesmo nome deixa eu me manifestar, antes que pensem que sou eu falando asneira!
Cota é a melhor expressão do “jeitinho brasileiro” na área da educação. Já que é muito caro investir na base, damos um jeito de compensar lá na frente. Como disseram aí, se o rendimento dos cotistas é o mesmo dos “privilegiados” das escolas privadas, dentro da universidade, significa que seria o mesmo no pré-vestibular. Dessa forma não há justificativa para privilegiar ninguém.
Outra coisa que não aguento ouvir é a tal da “dívida histórica”! Sou descendente de alemão e portugueses (branco igual farinha) mas não sou da família Orleans, Matarazzo, Diniz ou etc… Meus Tataravós vieram fugidos da II guerra, com a roupa do corpo, e trabalharam no sul do país à troco de um prato de comida! (ou só porque são brancos foram recebidos com tapete vermelho?) Foram explorados e roubados pelos brasileiros da época! Quem vai pagar essa dívida ? Ninguém! Meu aVô morreu pobre, como sempre foi. Minha avó morreu analfabeta. Coube a meus pais garimparem o próprio futuro assim como cabe a mim cuidar do meu. Quem quer corre atrás! A vida não alivia ninguém.