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emergencia

A medicina de emergência é aquela cujo médico, chamado de médico emergencista, tem como função diagnóstico e tratamento de qualquer situação imprevista, sem agendamento prévio, que esteja causando intenso sofrimento e/ou que tenha potencial para morbidade e mortalidade, se não abordada precocemente. Em suma, é aquele que trabalha atendendo urgências e emergências.

São dois os cenários principais: O primeiro e mais comum é o pronto-socorro (PS), foco principal deste texto, o outro é o atendimento fazendo resgate, como no caso dos médicos de unidades móveis do Corpo de Bombeiros, SAMU e forças armadas.

Embora desempenhem funções semelhantes, o emergencista é diferente do médico intensivista, que é aquele responsável pelo tratamento de pacientes em unidades de tratamento intensivo (UTI). O emergencista é aquele que tem o primeiro contato com o paciente, enquanto o intensivista atua num segundo momento, a depender da gravidade do caso.

Trabalhar com urgências e emergências pode ser bastante atrativo para estudantes e jovens médicos, mas a forma como esse profissional é tratado no Brasil, faz com que toda empolgação e interesse na área se transformem em agonia e sofrimento para o médico que se aventura no ramo.

Muitos consideram o trabalho em um pronto-socorro como o pior emprego que um médico pode ter. É muito comum ouvir dos profissionais da área que a principal meta em suas carreiras é mudar para áreas mais tranquilas e valorizadas da medicina. O porquê dessa aversão é o que pretendo abordar e, como de costume, dividi as diversas questões envolvidas em tópicos, para que o texto fique fácil e didático.

1)      A especialidade nem é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina:

No Brasil a medicina de emergência não é reconhecida como especialidade médica. Quando precisam de “especialistas” na área, recorrem a intensivistas ou a profissionais que fizeram cursos ou pós-graduações voltadas para o atendimento de urgências e emergências.

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Juro que coisas desse tipo acontecem…

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psf

Por que o médico não quer ir para o interior? Por que o PSF não funciona? É o que pretendo responder.

Apos ter me formado em medicina pela UFRN, em agosto de 2007, trabalhei seis meses no Programa de Saúde da Família (PSF) de Santana do Matos (RN), cidadezinha há 200km de distância de Natal e com aproximadamente 20.000 habitantes. Em 2008, fiquei três  meses no PSF de Nísia Floresta (RN), cidade praticamente conurbada com Natal, com 23.000 habitantes. Por útlimo, em 2013, fiquei um ano em Goianira (GO), há 35km de Goiânia, com seus 37.000 habitantes.

Essas três péssimas experiências não foram fruto de azar: Se cidades tão distantes apresentam os mesmos problemas relativos ao programa, é porque realmente tem coisa errada aí, e é isso que quero mostrar nesse texto. O programa não funciona como deveria, e nem vai funcionar.

Separei em tópicos para ser bem objetivo… Estão aí os problemas!

1 – Remuneração: Por mais que as pessoas achem que o salário de um PSF é bom, elas devem ter em mente que, em geral, médicos, mesmo os recém-formados, tem a opção de ganhar a mesma quantia ou mais nas capitais ou arredores;

2 – O médico é uma pessoa como qualquer outra: Ele tem família, amigos e gosta de uma vida que dificilmente vai encontrar no interior. Sem mencionar que ao se mudar, terá que pensar no emprego da esposa, na escola dos filhos, nos cursos de inglês, aulas de natação, e todas essas coisas que todos vocês desejam para suas famílias e que dificilmente encontrarão no fim do mundo;

3 – Falta de garantias contratuais: Acordos meramente verbais ou contratos que possuem cláusulas que eximem o contratante de várias obrigações. Os contratos do “Mais Médicos” e do PROVAB, por exemplo, são um absurdo. Não existem quaisquer garantias, o contrato pode ser anulado a qualquer momento caso seja interessante para o contrante, sem considerar “justa causa” ou qualquer coisa do tipo;

4 – Não cumprimento das leis trabalhistas: Se um médico(a) adoecer por um período considerável ou caso engravide, por exemplo, além de não receber, vai pro olho da rua. Sem mencionar que não tem décimo terceiro salário e outros direitos diversos;

5 – Falta de estabilidade: Podendo levar calote e/ou ser demitido a qualquer momento, dificilmente um médico vai virar sua vida do avesso se mudando para o interior;

6 – A falta de interesse dos médicos que estão no PSF: Devido a todos os problemas apontados nesse texto, com razão, a grande maioria dos médicos não quer ser médico da família! Encaram o programa como um trabalho temporário, como uma forma de fazer um pé de meia antes de ingressarem na Residência Médica. O fato de ser emprego provisório, faz com que a maioria evite desgastes deixando de lutar por melhorias;

7 – Condições precárias das unidades de saúde: Em geral são casas humildes que foram adaptadas. As que foram construídas para este fim, quando são razoáveis, duram poucos meses sem a devida manutenção;

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